Análise de pontos vitais da obra de Jorge Amado
Pesquisador da obra do autor baiano, Eduardo de Assis Duarte defende unidade entre seus romances
Com publicações sobre Machado de Assis, Conceição Evaristo e diversos autores, desta vez, em Narrador do Brasil – Jorge Amado, leitor do seu tempo e de seu país (Fino Tinto, 244 pp, R$ 70), o pesquisador e crítico mineiro Eduardo de Assis Duarte mergulha novamente na obra do escritor baiano, cujos romances “proletários” dos anos 1930 a 1950 foram objeto de seu primeiro livro, Jorge Amado, romance em tempo de utopia, há tempos esgotado. Nesta nova incursão, Duarte se dedica à produção amadiana como um todo e busca ir além da interpretação que aprisiona o universo de 25 romances, publicados ao longo de seis décadas, em duas fases rígidas demarcadas por um antes e um depois da publicação de Gabriela, cravo e canela, em que o romancista supera o foco exclusivo na luta de classes emanada do pensamento socialista. Em Narrador do Brasil, o pesquisador vale-se de reflexões críticas contemporâneas, a começar pela interseccionalidade teorizada por Angela Davis, a fim de refletir sobre pontos de convergência entre os romances do escritor.
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