Sobre o tempo e os abismos do agora
Com prefácio de Ruy Guerra, Carla Brasil estreia com 'Cronofagia': uma poesia suja, sarcástica e sensível
Cronofagia (Artêra, 68 pp, R$ 52), livro da multiartista Carla Brasil, reúne 37 poemas que não pedem licença: urram, debocham, sangram — e voltam em forma de versos para mastigar o absurdo do tempo presente. Não se trata apenas de uma coletânea de poemas — é um manifesto poético que escancara as feridas de um tempo que nos consome enquanto promete liberdade. Com prefácio do cineasta, dramaturgo e também poeta Ruy Guerra, a obra já nasce com o peso de uma validação rara: “É muito bom ler uma jovem poeta, como Carla Brasil, que na sua primeira arremetida chega tão longe. Me dá vontade de usar um daqueles sonoros palavrões descarados, para escancarar o meu entusiasmo”, escreve ele. A autora irá lançar a obra durante a Bienal do Livro Rio, com sessão de autógrafos marcada para dia 20 de junho, às 21h, no estande do Escreva, Garota!.
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