Publicidade
Voltar COLUNAS

O livro e a leitura na agenda sustentável brasileira

15 de maio de 2025
3 min de leitura
Obras do Parque da Cidade, espaço que sediará a programação da COP30, em Belém (PA) | © Ricardo Stuckert/PR/Agência Brasil
Obras do Parque da Cidade, espaço que sediará a programação da COP30, em Belém (PA) | © Ricardo Stuckert/PR/Agência Brasil

Com a COP 30 no horizonte, o Brasil tem uma oportunidade única de afirmar a educação e a leitura como estratégias centrais para a construção de um futuro verdadeiramente sustentável

Hoje inauguramos um espaço aqui no PublishNews para refletirmos sobre sustentabilidade e o universo do livro e da leitura — uma relação profunda e essencial para a formação de uma sociedade mais consciente e engajada diante dos desafios ambientais e sociais. Nesta e nas próximas colunas, pretendo explorar como nosso setor pode avançar na construção de uma agenda robusta de sustentabilidade, tanto por meio da adoção de melhores práticas ambientais em toda a cadeia produtiva, quanto pelo fortalecimento dos compromissos sociais intrínsecos ao mundo editorial.

Nos últimos anos, percebo um interesse crescente por parte das empresas e profissionais do setor em estruturar suas ações em torno da pauta ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança) e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Nesse contexto, o livro e a leitura não apenas acompanham esse movimento — têm o poder de amplificá-lo.

Comecemos pelo fundamental: o livro está na base das sociedades democráticas. É instrumento essencial para garantir a liberdade de expressão e de pensamento — e não há democracia real sem o direito de ler e de publicar.

A leitura, por sua vez, é o que forma o cidadão pleno e ativo. Ao fomentar o pensamento crítico, ético e reflexivo, ela prepara cada indivíduo para compreender a complexidade do mundo e enfrentar, com mais discernimento, os desafios ambientais e sociais que se impõem.

Mais do que isso: a leitura estimula o engajamento e fortalece a capacidade de argumentação, permitindo que o leitor construa suas próprias convicções e participe de forma qualificada dos debates sobre políticas públicas e ações urgentes voltadas à sustentabilidade.

Livro e leitura também são peças-chave da educação ambiental e social — tanto no ensino formal quanto na formação contínua ao longo da vida. Por meio deles, é possível despertar a consciência sobre a urgência de práticas sustentáveis e incentivar comportamentos que promovam o uso responsável dos recursos naturais e a superação das desigualdades.

O livro e a leitura, portanto, não são apenas aliados da sustentabilidade — estão entre seus pilares mais consistentes. Com a COP 30 no horizonte, o Brasil tem uma oportunidade única de afirmar a educação e a leitura como estratégias centrais para a construção de um futuro verdadeiramente sustentável.

Por isso, convido autores, editoras, distribuidores, livrarias, gráficas, educadores, formuladores de políticas e, principalmente, leitores a unirem forças na construção de uma agenda do livro e da leitura rumo à COP 30. Temos diante de nós uma chance histórica de mostrar ao mundo que o Brasil pode liderar não apenas na conservação ambiental, mas também na promoção de uma cidadania leitora, crítica e engajada.

Que possamos, juntos, colocar a leitura no centro das soluções para um futuro mais justo, sustentável e democrático.

Compartilhar:
Luciano Monteiro
Luciano Monteiro

Luciano Monteiro é diretor corporativo global de Comunicação e Sustentabilidade do grupo educacional Santillana, vice-presidente de Comunicação e Sustentabilidade da Câmara Brasile...

Ver todos os artigos →

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade