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A intersecção entre justiça social e amor

10 de dezembro de 2024
2 min de leitura

Em obra publicada pela Malê, Josephine Apraku aborda como a discriminação nos separa quando se trata de amor e como, apesar disso, podemos nos encontrar e crescer de forma conjunta

Em Hiato e amor: porque as relações sociais nos separam e como nos re/encontramos (Malê, 264 pp, R$ 68 – Trad.: Jess Oliveira e Raquel Alves dos Santos), a pensadora alemã Josephine Apraku discute o amor e como a discriminação nos separa quando se trata do tema. Seja em músicas, filmes ou livros, o amor é transfigurado em algo intangível, aleatório e fatídico. Ele escapa à nossa influência e transcende todos os limites. Mas será que isso é realmente verdade? E quanto ao racismo, à deficiência ou às estruturas patriarcais e padrões de comportamento profundamente enraizados? O que acontece quando uma pessoa em um relacionamento romântico é discriminada por nossa sociedade devido à sua aparência ou comportamento e a outra não? Será que isso realmente não importa nesse relacionamento? Josephine Apraku diz: Sim, importa, porque a desigualdade social não se limita aos nossos relacionamentos – pelo contrário. “Nas páginas da obra, quero pensar a intersecção entre justiça social e amor. Como a discriminação nos separa quando se trata de amor e como, apesar disso, podemos nos encontrar e crescer de forma conjunta, tanto como amantes em um relacionamento íntimo, quanto como sociedade por inteiro”, explica. A tradução do livro foi financiada por uma bolsa do Goethe-Institut.

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Talita Facchini

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