A viagem que culminou na Teoria da Evolução
Relatos de Charles Darwin explicam como o contato dele com povos originários influenciou os rumos da ciência global
As observações e anotações de Charles Darwin sobre a expedição de cinco anos (1831 até 1836) realizada a bordo do navio HMS Beagle resultaram, depois de um tempo, na elaboração da Teoria da Evolução, algo que transformou a ciência para sempre. Mais do que isso, tal viagem revolucionou a forma de entender a vida e o lugar que cada espécie ocupa no mundo. Em uma edição sem cortes, a partir da tradução original, A viagem do Beagle (Edipro, 640 pp, R$ 149 – Trad.: Daniel Moreira Miranda) conta com inédito prefácio do professor argentino, doutor em Ciências Sociais e Humanidades, Héctor Palma, que descreve os impactos da expedição sobre os povos originários da América do Sul. Sob o comando do capitão Robert FitzRoy, a segunda expedição do HMS Beagle, além da pesquisa científica, teve a tarefa de transportar de volta à Terra do Fogo três indígenas que haviam sido levados à Inglaterra. Justamente este encontro entre Darwin e os povos originários que é analisado e contextualizado pelo prefaciador. Rica em detalhes, esta narrativa é um convite para uma jornada completa. Da Inglaterra ao Brasil, com passagens por Uruguai, Argentina, Chile, Peru e Equador, com extensão para Oceania e Sul da África. Quanto as terras tupiniquins, visitadas por Darwin em 1832, foram descritas por ele como um local com larga diversidade ambiental.
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