Um homem que não pensava em ser herói
Uma visão íntima e comovente da vida do humanitário britânico que, aos 29 anos, desafiou o status quo no início da Segunda Guerra Mundial
Uma vida (Cultrix, 320 pp, R$ 66,90 – Trad.: Maíra Meyer), escrito por Barbara Winton, oferece uma visão íntima e comovente da vida do humanitário britânico que, aos 29 anos, desafiou o status quo – na Tchecoslováquia sob ocupação nazista em 1938, meses antes do início da Segunda Guerra Mundial – e arriscou tudo para resgatar 669 crianças do Holocausto. Baseado em fontes primárias, muitas delas retiradas das cartas, diários, anotações pessoais, assim como de conversas com familiares e amigos de Nicholas Winton, este livro mergulha na trajetória pessoal que moldou seu caráter notável e nos eventos históricos que o levaram a assumir uma operação, considerada por muitos, extremamente arriscada e difícil demais para ser realizada com segurança. Por meio de um texto ágil, delicado e pessoal, Barbara Winton habilmente conduz os leitores por uma narrativa que transcende o tempo e as fronteiras da História, destacando a importância da escolha da ação diante da injustiça. Ela nos conta que em dezembro de 1938, um telefonema alterou o curso das férias planejadas de Nicholas Winton, levando-o a uma jornada que colocou sua vida num outro curso e redefiniu seu significado interno sobre coragem e compaixão. Uma vida é um relato sobre 106 anos de uma vida extraordinária, cujo legado só veio à luz décadas depois, nos mostrando que a história de Nicholas Winton é um chamado vibrante para a humanidade, lembrando-nos de que todos nós temos o poder de mudar o mundo quando escolhemos agir, em vez de permanecer apáticos, ou mesmo negligentes em meio às necessidades humanitárias.
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