Novas reflexões de Coraline
Na obra, a alegoria está em uma competição de natação, que revela de modo sutil problemas sociais normalmente deixados à margem
Quando Coraline ouviu pela primeira vez “Me empresta o lápis cor de pele?” e procurou entender o sentido daquela pergunta, a personagem questionadora coloca sua questão identitária em evidência. Em Um lugar para Coraline (Rocco, 40 pp, R$ 69,90), a pequena traz à superfície novas reflexões. Desta vez, a alegoria está em uma competição de natação, que revela de modo sutil problemas sociais normalmente deixados à margem ou minimizados. Alexandre Rampazo apresenta personagens que mergulham em questões como desigualdade e privilégios, mostrando que, na maioria das vezes, quem tem à disposição recursos limitados acaba tendo que se empenhar o dobro para ser “melhor do que o melhor duas vezes”. Rampazo nasceu em São Paulo, formou-se em Design, foi diretor de arte e atualmente é autor e artista gráfico. Escreveu e ilustrou A cor de Coraline, também publicado pela Rocco, além de ter ilustrado por volta de sessenta títulos para outros autores.
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