Entrelaçando literatura e fotografia
Com sete pares de contos, 'Fronteiras visíveis' explora a complexidade do mundo contemporâneo e conecta o leitor com o começo e o fim da vida
Escrito por João Anzanello Carrascoza e com fotografias de Juliana Monteiro, Fronteiras visíveis (Maralto, 183 pp, R$ 49,90) entrelaça literatura e fotografia e conecta o leitor com a efemeridade da existência e as fronteiras que separam a vida e a morte. Com uma estrutura instigante, a obra apresenta sete pares de contos inéditos prenunciados por um par de cenas fotográficas e costurados pelo movimento de uma onda. Forças ambivalentes, como o sim e o não, a luz e a sombra, o contentamento e o desencanto, são exploradas tanto nas imagens quanto nos contos. Uma das cenas retrata uma senhora, de costas, retornando ao mar, simbolizando o fim de uma vida, de um ciclo e de uma geração. O projeto nasceu de um novo encontro entre o escritor e a artista visual, fundindo ficção literária e imagem fotográfica. Desta vez, enquanto Carrascoza elaborava os contos para formar um par temático, Juliana foi construindo as duas situações por meio das fotos a fim de que resultassem em cenas com movimento, conforme o leitor as manuseasse. A obra desafia as divisas convencionais da literatura e da fotografia, proporcionando uma experiência de leitura que é, em si, uma jornada. Com suas imagens e narrativas, Fronteiras visíveis explora a complexidade do mundo contemporâneo e suas forças contrárias, além de ser também um convite para refletir sobre as fronteiras que moldam nossa existência.
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