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Dúvidas sobre a verdade e a memória

05 de fevereiro de 2024
1 min de leitura

Da vencedora do Prêmio Goncourt, 'A vingança é minha' apresenta uma narrativa psicológica irresistível

Dra. Susane, de quem não sabemos o primeiro nome, é uma advogada mediana. De origem modesta, tem 42 anos e vive em Bordeaux, na França, aceitando um ou outro caso inexpressivo em seu pequeno escritório e, dessa forma, mantendo seu estilo de vida, que é confortável, mas sem grandes luxos. As coisas seguiam assim até que chega em seu escritório um homem distinto, chamado Gilles Principaux, buscando contratá-la para defender a esposa, acusada de assassinar os três filhos do casal. Além de não compreender por que Principaux, pessoa influente na cidade, escolheria uma advogada sem renome para a defesa, dra. Susane é invadida por uma sensação de que este homem, de alguma maneira, faz parte de seu passado. Essa sensação é o que vai nortear toda a narrativa escrita por Marie Ndiaye em A vingança é minha (Todavia, 200 pp, R$ 74,90 – Trad.: Marilia Scalzo), envolvendo os personagens numa gama de acontecimentos e transformando este romance num thriller impressionante.

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Talita Facchini

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