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Apanhadão: O cancelamento de Franz Kafka

05 de fevereiro de 2024
3 min de leitura
Franz Kafka em 1923 | © Klaus Wagenbach Archiv, Berlin
Franz Kafka em 1923 | © Klaus Wagenbach Archiv, Berlin

Discussão ganhou corpo nas redes sociais e foi um dos assuntos mais comentados no início do fim de semana no mundo das letras

A última sexta-feira viu um “cancelamento” inusitado nas redes sociais, a ponto de os principais jornais do país repercutirem o assunto: Franz Kafka foi o cancelado da vez. Após uma usuário do X (antigo Twitter) postar uma pergunta (“Por que Franz Kafka não foi casado?”), outra repostou respostas do biógrafo e guardião da obra do escritor, Max Brod, dizendo que o amigo era “torturado pelo desejo sexual”. A partir daí, a discussão ganhou corpo e foi um dos assuntos mais comentados no início do fim de semana no mundo das letras.

No portal Metrópoles, a repórter Juliana Barbosa conversou com autoras que se utilizaram da autopublicação e agora colhem frutos com adaptações de seus livros para filmes e séries nos principais serviços de streaming.

O Globo entrevistou a escritora espanhola Rosa Montero sobre o recente O perigo de estar lúcida (Todavia). O jornal também resenhou o livro Gambé (Companhia das Letras), de Fred Di Giacomo, livro “vai além do romance histórico para adentrar as fronteiras da linguagem inventiva do sertão que era o interior paulista no início do século 20”, e entrevistou diversos autores e uma especialista no tema da representação do trabalho doméstico na literatura brasileira.

Já a Folha falou com a professora da UFRJ Vilma Piedade, uma das organizadoras do livro Nós… Mulheres do século passado (Máquina de Livros), junto com Andréa Pachá e Cristina Gaulia. O podcast Ilustríssima Conversa recebeu o pesquisador Guilherme Varella, autor de Direito à folia (Alameda), livro no qual ele defende que a ocupação do espaço público pelo Carnaval de rua é um direito constitucional. O jornal também publicou uma resenha do novo livro de Banana Yoshimoto, Doce amanhã (Estação Liberdade).

No Estadão, o escritor Jacques Fux escreveu sobre a obra do autor francês Georges Perec, cujo livro Qe regressem (Autêntica) acaba de ser publicado no Brasil. Na sua coluna semanal, Maria Fernanda Rodrigues escreveu sobre o livro Onde pastam os minotauros (Todavia), de Joca Reiners Terron, que venceu na semana passada o prêmio de melhor romance da APCA.

No site da revista Super Interessante, uma matéria lembra a técnica do “paste-up”, comum no mercado editorial, utilizada por designers e diagramadores, antes da presença em massa de computadores nas redações.

O site do jornal Gazeta do Rio publicou uma matéria falando sobre a relação entre livros e carnaval, e o jornal O Povo (CE) falou sobre mudanças recentes no mercado editorial brasileiro.

A BBC relembrou o episódio do assassinato em um hotel na Índia que inspirou o primeiro livro de Agatha Christie, e o G1 MG registrou uma reunião de um clube do livro diferente em Uberaba.

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Guilherme Sobota
Guilherme Sobota

Editor-chefe do PublishNews. Jornalista formado pela UFPR, Sobota começou a carreira no Jornal Cândido, da Biblioteca Pública do Paraná. Depois de trabalhar com assessoria de impre...

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