Julgamento do caso Salman Rushdie é adiado por conta do lançamento do seu novo livro
'Knife', a ser lançado em abril, vai contar os detalhes do incidente, e defesa do perpetrador alegou que tem direito de analisar o texto
O julgamento do homem responsável pelo ataque ao escritor Salman Rushdie, nos EUA, foi adiado por conta do lançamento do novo livro do escritor – Knife, a ser publicado em abril pela Penguin Random House, e depois no Brasil pela Companhia das Letras.
Os advogados de Hadi Matar argumentaram que têm direito de analisar o livro antes do julgamento, já que ele poderia ser considerado como prova.
O ataque, em agosto de 2022, deixou o autor cego de um olho e machucou suas mãos. O perpetrador está preso sem direito a fiança desde o incidente.
Knife: Meditations after an attempted murder foi anunciado em outubro de 2023, e a seleção do júri para o caso deveria começar no próximo dia 8 de janeiro, mas o juiz concordou com a queixa da defesa.
A Penguin Random House e representantes do autor não responderam aos pedidos de comentários da BBC. O promotor do distrito de Chautauqua, Jason Schmidt, se mostrou frustrado com o adiamento, mas disse que poderia garantir “que isso não vai mudar o resultado final”.
Em uma rara aparição pública desde o incidente, na Feira de Frankfurt, em outubro, Rushdie disse que “pareceu importante escrever sobre o ataque, foi muito pessoal. O que senti foi que seria impossível escrever sobre qualquer outra coisa antes de lidar com esse assunto”.
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