Frankfurtianas: Vando Oliveira achou que ia tocar bossa nova no Caipirinha Hour, mas se enganou
Músico brasileiro vive em Munique e fez sucesso com seu violão elétrico no happy hour do estande brasileiro da Feira, o evento mais animado nos 'fairgrounds'
É difícil fazer música melhor que a brasileira
O músico carioca Vando Oliveira chegou na Feira do Livro de Frankfurt na quinta-feira (19) preparado com um repertório de bossa nova e MPB calminha. “Vou fazer um som de fundo para a leitura”, brincou, num papo com o PN logo após fazer sucesso com seu mini-show durante o Caipirinha Hour. O happy hour do estande brasileiro praticamente lotou o espaço dos corredores em sua volta, e as músicas foram uma das estrelas do evento – Vando tocou de Jorge Ben a Cazuza, fazendo um passeio pela história do samba e emendando até La bamba, numa concessão diplomática ao estande mexicano, localizado logo em frente.
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Vando conta que nasceu praticamente dentro da Beija-Flor de Nilópolis, e que começou a cantar com o tio, Neguinho da Beija-Flor. Em 2006, eles fizeram parte da delegação brasileira que acompanhou a seleção na Copa do Mundo na Alemanha. Passada a derrota dolorida para a França de Zidane e Henry, ele decidiu ficar um tempo na Europa (também convencido pelo amigo Ronaldinho Gaúcho), descolou trabalhos como músico e por fim criou base em Munique, onde vive até hoje. “Um dos meus maiores receios era sofrer racismo aqui, mas felizmente nunca me aconteceu nenhuma situação”, disse. Após a apresentação no estande, Vando recebeu elogios de editores e editoras de diferentes países e continentes, atraídos pela música brasileira e, também, pelas possibilidades sugeridas no matchmaking, motivo real do convescote.
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Mais uma edição de sucesso do Caipirinha Hour
Com mini-show ao vivo e estande lotando os corredores ao redor, o tradicional Caipirinha Hour recebeu mais de 700 pessoas, distribuiu ao público mais de 150 pretzels, 500 caipirinhas – mais de 120 litros de cachaça -, e 100 litros de cerveja, “que acabou pela primeira vez nos últimos três anos”, segundo Rayanna Pereira, coordenadora de Relações Internacionais da CBL.
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Bons números
A presidente do Grupo Editorial Record, Sônia Machado Jardim, conversou com o PublishNews na quinta-feira no Agents Center, espaço da Feira dedicado às reuniões entre agentes e editores, e mostrou o panfleto que vinha trocando com os colegas internacionais. Aos números: o Grupo cresceu 19,78% no primeiro semestre de 2023 em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Nielsen. Não é demais lembrar que 2022 foi o melhor ano da história para a Record.
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Pop star dos anos 1990
A Faro Editorial comprou em Frankfurt os direitos do livro Honey, estreia da escritora norte-americana Isabel Banta, que atualmente é livreira em Nova York e já trabalhou com comunicação na Penguin Random House. A agente Jamie Carr, da The Book Group, havia previamente vendido o livro para a Celadon nos EUA, em um leilão com seis editoras. O livro deve agradar os fãs de Daisy Jones and The Six, de Taylor Jenkins Reid: ele conta a história de uma popstar alçada à fama no fim dos anos 1990. O livro deve sair no Brasil em julho de 2024.
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Inteligência artificial e direitos autorais
Algumas entidades europeias do livro se manifestaram na Feira de Frankfurt pedindo para as autoridades locais aproveitarem a oportunidade do chamado AI Act e tomarem ações decisivas relativas ao uso de inteligência artificial e torná-lo mais seguro. O manifesto pede por mais transparência e regulações sobre a questão dos direitos autorais nos modelos de linguagem generativa. “Transparência sobre modelos de IA é o único caminho para garantir a qualidade e legitimidade dos seus resultados”, diz o texto, assinado pelo European Writers’ Council (EWC), pela Federation of European Publishers (FEP) e a European and International Booksellers Federation (EIBF).
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