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José Murilo de Carvalho, estudioso das relações sociais na história brasileira, morre aos 83 anos

14 de agosto de 2023
3 min de leitura
José Murilo de Carvalho (1939-2023) | © ABL
José Murilo de Carvalho (1939-2023) | © ABL

Intelectual era um dos mais celebrados do país; editoras preparam edições especiais e colegas lamentam a morte do historiador

O historiador e cientista político mineiro José Murilo de Carvalho – que morreu neste domingo (13), aos 83 anos – se tornou um dos grandes pensadores do Brasil contemporâneo ao centrar sua investigação acadêmica na construção do Império Brasileiro. Ele estava internado com covid-19. O velório será nesta segunda-feira (14), a partir das 9 horas na Academia Brasileira de Letras, e o enterro, às 13hs no Mausoléu da ABL no Cemitério São João Batista, ambos no Rio.

A partir do seu interesse inicial sobre o Império, o historiador expandiu sua investigação para as relações cidadãs no Brasil, o que resultou, entre inúmeras publicações relevantes, em Cidadania no Brasil, publicada pela Civilização Brasileira e que conquistou o prêmio Casa de las Americas em 2004. Em função dos 20 anos da premiação, o Grupo Editorial Record prepara uma edição comemorativa com nova capa que será publicada ainda este ano. Companhia das Letras, Todavia e Bazar do Tempo também têm livros do autor em seus catálogos.

Sua escolha pelo período histórico do Império se deu nos anos 1970, quando o intelectual foi fazer seu doutorado na Universidade de Stanford. Sua tese deu origem aos livros A construção da ordem e O teatro das sombras, publicados num volume único pela Editora Civilização Brasileira e incluídos a lista dos 200 livros para entender o Brasil, por ocasião do Bicentenário da Independência. Outras três obras de José Murilo de Carvalho constam da lista.

Considerado um dos maiores historiadores e intelectuais brasileiros, José Murilo era mineiro, bacharel em sociologia e política pela UFMG. Foi professor e pesquisador visitante nas universidades de Oxford, Leiden, Stanford, Irvine, Londres, Notre Dame, no Instituto de Estudos Avançados de Princeton, e na Fundação Ortega y Gasset em Madrid. Foi professor emérito da UFRJ e pesquisador emérito do CNPq. Eleito para a ABL em 2004, ocupava a cadeira nº 5. Escreveu 19 livros, entre eles A formação das almas (Companhia das Letras) e Forças armadas e política no Brasil (Todavia). Fazia parte da também da Academia Brasileira de Ciências.

Nas redes sociais, editoras, colegas e leitores expressaram seus lamentos sobre a notícia:

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Guilherme Sobota
Guilherme Sobota

Editor-chefe do PublishNews. Jornalista formado pela UFPR, Sobota começou a carreira no Jornal Cândido, da Biblioteca Pública do Paraná. Depois de trabalhar com assessoria de impre...

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