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No divã sem filtro

10 de agosto de 2023
1 min de leitura

Em 'O ano em que me tornei psicanalista', Tiago Mussi parte da autoficção para explicar a formação e os mistérios que cercam o ofício

As dúvidas e angústias compartilhadas nos divãs pelos pacientes são parecidas com as do próprio analista, como mostra o novo livro de Tiago Mussi. O ano em que me tornei psicanalista (Blucher, 134 pp, R$ 50) pode ser considerado um ensaio de formação, segundo o autor. O livro parte da autoficção para explicar a formação e os mistérios que cercam o ofício. Ao expor os bastidores sem medo, Tiago Mussi conta a trajetória profissional, partindo dos relatos sobre a paciente M.Q., e dos obstáculos que precisa vencer diante dos jogos sutis de transferência e de sedução da jovem, além do masoquismo. Ao mesmo tempo, ele lembra da infância, fala dos questionamentos feitos na própria análise e detalha a supervisão profissional recebida. Em outro momento, o autor conta sobre como a nova obra surge como uma ligação entre ele e as pessoas citadas na história, para falar também dos ofícios de escritor e de analista. Psiquiatra com mestrado em Psicologia pela Université Paris 13, Mussi é membro provisório da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro.

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Talita Facchini

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