A história do homem que fugiu de Auschwitz para alertar o mundo
Publicado pela Intrínseca, livro narra o relato sobre a luta de um judeu para contar ao mundo a verdade sobre Auschwitz
Abril de 1944. Após viver e testemunhar imensuráveis sofrimentos, observar tentativas fracassadas de fuga de companheiros e se preparar bastante, o adolescente Rudolf Vrba — que na época ainda se chamava Walter Rosenberg — tornou-se um dos primeiros judeus a escapar de Auschwitz e abrir caminho para a liberdade. Ele seria um dos únicos a conseguir realizar tal façanha. Além de salvar a própria vida, o objetivo que o movia era revelar ao mundo a verdade sobre o campo de extermínio. Vrba pretendia alertar os últimos judeus da Europa sobre o destino que os esperava quando embarcassem no trem rumo ao “reassentamento”, convicto de que o conhecimento da verdade os salvaria. Contra todas as probabilidades, ele e Fred Wetzler, seu colega de fuga, foram capazes de analisar minuciosamente a situação, se esconder, escalar montanhas, cruzar rios e escapar por pouco dos tiros dos alemães, até que conseguiram em segredo transmitir o primeiro relato completo de Auschwitz de que o mundo teve notícias. Esta é a história de um homem brilhante e inquieto, que, mesmo tão jovem, entendeu que a diferença entre a verdade e a mentira pode ser a diferença entre a vida e a morte. Em Arte da fuga (Intrínseca, 376 pp, R$ 79,90 – Trad.: George Schlesinger), o premiado jornalista e escritor Jonathan Freedland expõe por que Rudolf Vrba merece ocupar um lugar de destaque ao lado de nomes como Anne Frank, Oskar Schindler e Primo Levi, como um dos poucos indivíduos cuja história define nossa compreensão do Holocausto.
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