Parábola lança tomo 2 da obra ‘Uma história da linguística’
Livro contempla o século 19, considerado como o 'divisor de águas' no desenvolvimento dos estudos da linguagem
Uma história da linguística, de Marcos Bagno, é a primeira obra escrita em português sobre os mais de 25 séculos de estudos das línguas e da linguagem na cultura ocidental. Na historiografia da linguística, o século 19 é ‘o’ divisor de águas, quando não o próprio berço da disciplina. Esse século marcou de forma tão espetacular o desenvolvimento dos estudos da linguagem que esse segundo tomo, Do século 19 ao limiar do século 20 (Parábola, 320 pp, R$ 80), dedica a ele as mesmas 320 páginas do primeiro, que cobre mais de dois milênios de história. E o que há de espetacular no século 19? A “descoberta do sânscrito”. Durante séculos, viajantes europeus se surpreenderam na Índia com as muitas semelhanças entre o sânscrito e línguas europeias como grego, latim, alemão e outras. Várias hipóteses para tais semelhanças foram levantadas, mas a maioria delas eram especulações filosóficas e até mesmo teológicas. Faltava o essencial: a formulação de teorias, sua testagem por meio do trabalho empírico com dados e a construção de um campo específico de investigação. Uma história da linguística se encerra com um epílogo sobre a difícil tarefa de resenhar os múltiplos e multiformes desdobramentos das ciências da linguagem ao longo do século 20, adentrando as primeiras décadas do século 21.
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