A literatura negra e periférica no Brasil
Em edição revista e ampliada, o sociólogo Mário Augusto Medeiros da Silva investiga a produção literária negra e periférica do país de 1960 a 2020
A descoberta do insólito: literatura negra e literatura periférica no Brasil (1960-2020) (Edições Sesc, 592 pp, R$ 65), do sociólogo, escritor e professor Mário Augusto Medeiros da Silva, chega às livrarias atualizada e ampliada, abrangendo duas décadas a mais do que a versão anterior, publicada em 2013, e que compreendia de 1960 a 2000. Na obra, o autor evidencia as barreiras e os apagamentos que as literaturas negra e periférica enfrentaram e ainda enfrentam atualmente, mas igualmente expõe a luta e a resistência de escritores, ativistas e intelectuais negros e periféricos por espaço e valoração. Nomes como Maria Firmina dos Reis, Carolina Maria de Jesus, Paulo Lins, Conceição Evaristo, Solano Trindade, Marcelo D’Salete, Ferréz e Sérgio Vaz são celebrados, e a importância histórica de suas obras é destacada no livro. Por meio de entrevistas com escritores e outros nomes do universo da literatura brasileira e de uma extensa pesquisa bibliográfica, Mário Medeiros entrega uma obra fundamental para quem estuda ou se interessa pelo tema.
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