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‘Memórias de Marta’, o primeiro romance de Júlia Lopes de Almeida, tem nova edição

05 de julho de 2023
2 min de leitura
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Livro está em financiamento coletivo pelo Catarse pela Página 8 Editora

Publicado originalmente em folhetim, em 1888, Memórias de Marta foi o primeiro romance de Júlia Lopes de Almeida, autora de uma extensa obra literária, que percorre romances, contos, crônicas, literatura infantil, ensaios e teatro. Premiada e homenageada por sua obra, a escritora também participou ativamente das reuniões de fundação da Academia Brasileira de Letras (ABL), concretizada em 1897, mas acabou não sendo integrada à agremiação pelo fato de ser mulher.

A presente edição do livro, que está em campanha de financiamento coletivo pelo Catarse, conta com apresentação da professora e pesquisadora Anna Faedrich, professora Adjunta de Literatura Brasileira na UFF, com atuação na graduação e no Programa de Pós-Graduação em Estudos da Literatura. A edição é da Página 8 Editora.

Para contribuir com a campanha e adquirir o livro, basta acessar o site, seguir o passo a passo e o livro chegará na sua casa de acordo com a previsão de entrega: https://www.catarse.me/memoria…

Em Memórias de Marta, o leitor acompanha as lembranças de uma mulher adulta, passando por sensíveis relatos da sua infância, juventude e da relação com a mãe, sob o cenário de degradação e miséria em um cortiço no Rio de Janeiro no tempo do Império. Para a pesquisadora Rosane Salomoni, a obra possui importante marco na historiografia da literatura brasileira como primeiro enredo narrado em um cortiço, dialogando com o clássico de Aluísio Azevedo, publicado dois anos depois, em 1890.

Especialmente por seus romances, arriscaríamos considerar a literatura de Júlia como uma “literatura engajada”, aquela que não se mantém alheia às injustiças praticadas contra os negros, os pobres, as mulheres ou as crianças. Há nela forte presença da temática da educação e do trabalho como meios de emancipação da mulher, o debate sobre a abolição, com denúncias à crueldade do regime escravagista, além de não deixar passar em branco o parasitismo de uma oligarquia cafeeira conservadora.

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