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Movimentação no Magalu: empresa vai encerrar compra direta de livros das editoras

04 de julho de 2023
3 min de leitura
Livro ainda serão vendidos pelo site da varejista, mas apenas no âmbito do marketplace
Livro ainda serão vendidos pelo site da varejista, mas apenas no âmbito do marketplace

Site vai continuar vendendo livros, mas apenas no marketplace; preocupação do mercado passa por uma concentração ainda maior na concorrente norte-americana

O Magazine Luiza deve encerrar a compra e venda direta de livros no Brasil (o chamado 1p no jargão), e manter a venda de livros no site apenas no marketplace (o chamado 3p). Ou seja, a loja para de funcionar como uma livraria virtual (onde há compra das editoras e vendas para o cliente), e mantém o marketplace, onde outras varejistas menores utilizam o ambiente virtual da empresa para realizar suas vendas. Diversas fontes do mercado editorial confirmaram que a varejista já faz contatos com fornecedores informando sobre a mudança.

Em nota ao PublishNews, o Magalu disse apenas que “segue com a venda de livros em seu site e Superapp e adota uma estratégia que reforça o catálogo de títulos à disposição do leitor”.

“Por meio dos sellers do marketplace – lojas das principais editoras do país entre eles – a empresa passa a oferecer mais opções pelos melhores preços”, diz a nota. A Estante Virtual, adquirida pelo Magalu em 2020, não deve ser afetada pela operação.

Algumas estimativas do mercado apontam que a compra e venda direta do Magalu é a terceira maior do país no segmento de lojas on-line, atrás de Amazon e B2W. O impacto direto no mercado é menor do que o que ocorreu com as Lojas Americanas, mas há uma preocupação que o movimento recente abra ainda melhores condições para o domínio da empresa norte-americana. Outra possibilidade é que os preços médios dos livros subam com a mudança, já que a concorrência, ao menos num primeiro momento, diminui. O Magalu já vinha ensaiando o movimento desde o ano passado, mas o debacle da B2W (Americanas) fez a lojista adiar os planos.

O movimento não é exclusivo para a área de livros. Outros produtos também devem ter seu fornecimento alterado para a loja. A varejista vem ocupando as manchetes por conta de uma baixa de -10% nas ações em junho, resultado da pressão que o segmento do varejo vem sofrendo também por conta das altas taxas de juros.

A empresária Luiza Trajano está buscando apoio para um abaixo-assinado solicitando a redução da taxa básica de juros (Selic), que é definida pelo Banco Central (BC). A informação foi divulgada nesta segunda-feira (3) pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Veja a íntegra da nota do Magalu enviada ao PublishNews:

O Magalu segue com a venda de livros em seu site e Superapp e adota uma estratégia que reforça o catálogo de títulos à disposição do leitor. Por meio dos sellers do marketplace — lojas das principais editoras do país entre eles — a empresa passa a oferecer mais opções pelos melhores preços. Além disso, a Estante Virtual, adquirida pelo Magalu em 2020, é hoje o maior marketplace de livros do Brasil e é parte integrante da estratégia do grupo para o segmento.

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Guilherme Sobota
Guilherme Sobota

Editor-chefe do PublishNews. Jornalista formado pela UFPR, Sobota começou a carreira no Jornal Cândido, da Biblioteca Pública do Paraná. Depois de trabalhar com assessoria de impre...

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