Reencontrar a si mesma em uma viagem pelo mundo
Regina Dias, conhecida por seu trabalho no audiovisual, lança livro sobre cotidiano da onipresente São Paulo
O recém editado Paulistana — crônicas de um minuto, de Regina Dias publicado pela editora Inverso, é o resultado da observação do cotidiano, algo que se intensificou ao longo da pandemia, impulsionada pelas relações virtuais.
A autora, conhecida por seu trabalho no audiovisual, tendo um extenso currículo dedicado ao cinema, reuniu em 182 páginas uma coleção de pedras preciosas literárias lapidadas em um exercício fino de concisão e precisão. “Escrevo desde sempre, e Paulistana levou muito tempo”, conta Regina.
Mais que o cotidiano da onipresente São Paulo, a obra oferece um vislumbre de impressões íntimas das suas jornadas aos centros do mundo, seja para reencontrar a si mesma numa missa na Notre-Dame ou fixar o tempo numa cabine de fotos automáticas em Londres.
Com um olhar aguçado e uma leitura fluida, Paulistana conquista nossa atenção com a lógica irretorquível do capataz que observa, diante de uma romaria a cavalo, que o verdadeiro romeiro não terceiriza o sacrifício para sua montaria. Reclama do afiador de lâminas que persiste em arrastar o passado até o coração da metrópole, mas, como o despertar de um sonho esquecido, nunca se deixa alcançar depois de nos encantar com seu apito.
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