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Bodour Al Qasimi pede igualdade de oportunidades para as mulheres durante painel na FIL

06 de dezembro de 2022
2 min de leitura
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Ao lado da autora Ana Maria e Marisol Schulz, diretora-geral da feira, a presidente da IPA enfatizou a necessidade de oportunidades iguais para as mulheres, não igualdade com os homens

A 36ª Feira Internacional do Livro de Guadalajara terminou no último domingo (4), com uma boa participação brasileira e tendo o emirado de Sharjah como convidado de honra.

Durante o painel Oriente e Ocidente: mulheres no mundo, Bodour Al Qasimi, sheikha do emirado, fundadora da Kalimat Group e presidente da International Publishers Assotiation (IPA), novamente chamou atenção por uma das causas pela qual vem lutando há anos: o protagonismo feminino na indústria mundial do livro.

Bodour se dirigiu às mulheres, pediu que elas valorizem o que as distingue e enfatizou a necessidade de oportunidades iguais. Ela pediu ainda para os pais criarem suas filhas para que acreditem em si mesmas e para alcançar suas aspirações.

Na sessão moderada por Marisol Schulz, diretora-geral da FIL, Al Qasimi também compartilhou sua jornada na indústria editorial e como presidente da IPA e destacou como, tradicionalmente, as mulheres conseguiram fazer pouco progresso na indústria. O cenário que ela encontrou a encorajou a criar o PublisHer, órgão de networking que busca aumentar o número de mulheres em cargos de liderança no mundo editorial.

Bodour apontou ainda que falar sobre o empoderamento das mulheres não deve ser feito destacando somente as dificuldades enfrentadas em todas as sociedades, mas sim apresentando histórias de sucesso e modelos a serem seguidos. “Histórias de sucesso inspiram, eu mesma cresci ouvindo histórias inspiradoras sobre líderes femininas da história islâmica e árabe, e isso me fez acreditar que eu também seria capaz”, disse.

A outra participante do painel, a autora Ana Maria, abordou a realidade da mulher no México no que se refere a oportunidades de carreira, valorização de competências e acesso a cargos de liderança. Ela compartilhou com os participantes a visão abrangente da sociedade mexicana sobre as mulheres ao longo do último meio século ao lembrar a resposta de seu pai quando ela nasceu: quando ele descobriu que ela era uma menina, ficou desapontado. Para autora, isso prova a importância de corrigir os conceitos sociais sobre as mulheres.

Os palestrantes da sessão apontaram que o primeiro passo para superar os desafios que as mulheres enfrentam no local de trabalho, em casa ou na escola, é poder falar sobre seus desafios e encontrar maneiras eficazes de superar e corrigir estigmas injustos.

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Talita Facchini

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