Entre deuses e monstros
Intrínseca publica ‘A guerra da Papoula’, primeiro volume da trilogia de R.F. Kuang inspirada na história militar da China
Até que ponto podemos ir para defender nosso país e nossos ideais? A violência sempre pode ser justificada? Essas são algumas das questões que permeiam A guerra da Papoula (Intrínseca, 512 pp, R$ 79,90 – Trad.: Ulisses Teixeira), primeiro volume da trilogia de R.F. Kuang. Inspirado na história militar da China no século XX e na trajetória de Mao Tsé-Tung, o livro apresenta um universo em que deuses e monstros podem definir os rumos de conflitos entre nações. Na trama, Rin, uma jovem órfã de guerra, trabalha para uma família de comerciantes de ópio e não vislumbra outras perspectivas para a própria vida. Quando é prometida em casamento a um homem asqueroso, não mede esforços para prestar o exame imperial e ser aceita em Sinegard, a mais prestigiada academia militar do Império Nikara. Por ser uma garota pobre e de pele escura, Rin é hostilizada por seus colegas e professores da instituição. Com a ajuda de um mestre excêntrico e o uso de substâncias psicoativas, a garota cultiva poderes xamânicos e acessa a força incandescente da Fênix, uma deusa vingativa e perigosa. Quando o Império Nikara é invadido pela nação vizinha, um conflito violento eclode, e Rin percebe que, para vencer a guerra, talvez tenha que abrir mão de sua humanidade para sempre. Finalista dos prêmios Hugo, Nebula e Locus, A guerra da Papoula é considerada uma das 100 melhores fantasias de todos os tempos pela revista Time e já teve seus direitos de adaptação adquiridos pela produtora responsável pelo filme Podres de ricos.
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