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Entre deuses e monstros

29 de setembro de 2022
2 min de leitura

Intrínseca publica ‘A guerra da Papoula’, primeiro volume da trilogia de R.F. Kuang inspirada na história militar da China

Até que ponto podemos ir para defender nosso país e nossos ideais? A violência sempre pode ser justificada? Essas são algumas das questões que permeiam A guerra da Papoula (Intrínseca, 512 pp, R$ 79,90 – Trad.: Ulisses Teixeira), primeiro volume da trilogia de R.F. Kuang. Inspirado na história militar da China no século XX e na trajetória de Mao Tsé-Tung, o livro apresenta um universo em que deuses e monstros podem definir os rumos de conflitos entre nações. Na trama, Rin, uma jovem órfã de guerra, trabalha para uma família de comerciantes de ópio e não vislumbra outras perspectivas para a própria vida. Quando é prometida em casamento a um homem asqueroso, não mede esforços para prestar o exame imperial e ser aceita em Sinegard, a mais prestigiada academia militar do Império Nikara. Por ser uma garota pobre e de pele escura, Rin é hostilizada por seus colegas e professores da instituição. Com a ajuda de um mestre excêntrico e o uso de substâncias psicoativas, a garota cultiva poderes xamânicos e acessa a força incandescente da Fênix, uma deusa vingativa e perigosa. Quando o Império Nikara é invadido pela nação vizinha, um conflito violento eclode, e Rin percebe que, para vencer a guerra, talvez tenha que abrir mão de sua humanidade para sempre. Finalista dos prêmios Hugo, Nebula e Locus, A guerra da Papoula é considerada uma das 100 melhores fantasias de todos os tempos pela revista Time e já teve seus direitos de adaptação adquiridos pela produtora responsável pelo filme Podres de ricos.

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Talita Facchini

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