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Apanhadão: colunistas do Globo revelam lançamentos

19 de setembro de 2022
4 min de leitura
Machado de Assis | © Domínio público
Machado de Assis | © Domínio público

Lauro Jardim fala de uma coletânea de contos de terror do século XIX, que inclui Machado de Assis, e Alcelmo Gois anuncia o novo romance de Ana Luisa Escorel

No fim de semana, dois colunistas do Globo adiantaram lançamentos relevantes no mercado editorial. Lauro Jardim informou que será lançado no final de outubro, no dia de Halloween, o livro Tênebra: narrativas brasileiras de horror (1839-1899), pela Fósforo. É uma coletânea de contos brasileiros obscuros escritos no século XIX, tanto por ficcionistas ignorados pela literatura nacional como por autores do tamanho de Machado de Assis [foto]. É dele Sem olhos, que mistura fantasmas e relações amorosas. Entre as 27 histórias há textos de Olavo Bilac, Aluísio Azevedo, Júlia Lopes de Almeida e Inglês de Sousa, autor do grande achado do livro, uma desconhecida versão de Acauã. Mais do que assombrosos contos, os organizadores Júlio França e Oscar Nestarez trazem respostas para o apagamento histórico de um gênero tão popular.

Ancelmo Gois anunciou o lançamento de O fastio do diabo (Ouro sobre Azul), novo romance de Ana Luisa Escorel, primeira mulher a vencer o Prêmio São Paulo de Literatura. Na obra, a escritora cria uma sátira sociopolítica do Brasil, unindo passado e presente, Deus e o diabo. Com humor ácido, ela perpassa 522 anos da história brasileira e conclui que o “tinhoso” conta com aliados formidáveis entre nós. O livro chega às livrarias ainda em setembro.

O Globo também destacou o lançamento no novo livro infantil de Míriam Leitão, O menino que conhecia o fim da noite (Rocquinho), com mensagem ecológica. Ilustrado por Lucia Koranyi, é dedicado a Vladimir, filho de Míriam. A história é baseada em uma conversa que a autora teve com o garoto quando ele tinha cinco anos. “Esta é uma mensagem que eu quero mandar para as crianças: brinquem enquanto é tempo. Não há sofrimento que dure eternamente. Vi muitas noites no Brasil, a ditadura, a pandemia, esse governo tão hostil aos meus valores. Uma hora a dor acaba”, diz a autora. O menino que conhecia ao fim da noite é o sétimo livro infantil da colunista do Globo.

A Folha trouxe entrevista com Carol Bensimon, que irá a Flip lançar Diorama (Companhia das Letras), sobre uma taxidermista forçada a confrontar o passado violento de sua família. Uma das grandes vozes literárias de sua geração, a gaúcha de 40 anos domina a construção de personagens que se apartam de seu passado e em alguma altura são obrigados a confrontar lugares e pessoas que deixaram para trás. Como sua autora, a protagonista Cecília mora há uns bons anos em Mendocino, na Califórnia, depois de passar a infância e a juventude no Rio Grande do Sul. Também em Mendocino, pequena cidade costeira, morava o protagonista maconheiro de seu romance anterior, O clube do jardineiro de fumaça, premiado no Jabuti.

Ainda na Folha, na coluna Painel das Letras, Walter Porto informou que a Tordesilhas comprou os direitos para publicar obras da Editora Sesi, que anunciou no começo do ano que pararia de trabalhar com literatura para se especializar em livros didáticos e paradidáticos. A ideia é que os primeiros títulos abarcados, vários deles publicações antigas de autores brasileiros relevantes, sejam lançados durante a Flip. A seleção inicial inclui nomes como Vanessa Barbara, Veronica Stigger e Flavio Cafiero, este com o livro O frio aqui fora, finalista do Jabuti.

Na coluna Babel, do Estadão, Maria Fernanda Rodrigues publicou que a Editora Unesp comemorando 35 anos de sua fundação, está lançando uma série de títulos especiais, incluindo um livro inédito no Brasil de Zygmunt Bauman (19250-2017), Hermenêutica e ciência social. Na obra, Bauman se debruça sobre diferentes correntes interpretativas, fornecendo uma introdução à hermenêutica e uma reflexão sobre as tentativas de explicar a sociedade. Este é o primeiro livro do sociólogo e filósofo polonês no catálogo da editora acadêmica.

O Valor comentou a publicação da obra de Eurípides (480-406 a.C.) em seis volumes, lançada pela Editora 34, a cargo do professor e tradutor José Antônio Alves Torrano, que assina Jaa Torrano. O primeiro volume traz o drama satírico O Ciclope e as tragédias Alceste e Medeia, com textos bilíngues. A editora promete lançar um volume por semestre até 202. O projeto compreenderá as 19 peças de um dos maiores poetas clássicos da Grécia Antiga, ao lado de Ésquilo e Sófocles.

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