A história da computação sob nova perspectiva
Em 'A história desconhecida das mulheres que criaram a internet', Claire L. Evans apresenta a luta daquelas que estiveram por trás da criação da rede, suas histórias de vida e a quebra de paradigma sobre o lugar da mulher na ciência
A história da tecnologia que você provavelmente conhece é a de homens e máquinas, garagens e riquezas, alpha nerds e brogrammers, o estereótipo do homem programador ― mas ela é muito mais ampla. Ela vai de Ada Lovelace, que criou o primeiro programa de computador na Era Vitoriana, às webdesigners cyberpunk dos anos 1990. Mulheres visionárias sempre estiveram na vanguarda da tecnologia e da inovação. A verdade é que elas estão presentes no início de cada onda importante na história da tecnologia. Suas criações e contribuições afetam nossas vidas de maneiras que nem percebemos. Sua existência pode ter sido invisibilizada, mas sempre fizeram parte da história. Em A história desconhecida das mulheres que criaram a Internet (BestSeller, 308 pp, R$ 59,90 – Trad.: Giu Alonso), Clare L. Evans apresentas histórias desses nomes não tão conhecidos. É possível buscar inspiração em Grace Hopper, a matemática que democratizou a computação ao liderar a demanda por linguagens de programação independentes após a Segunda Guerra Mundial. O leitor conhece também Elizabeth “Jake” Feinler, a pioneira cientista da computação que manteve a primeira versão da internet no ar; e Stacy Horn, que administrou uma das primeiras redes sociais com pouco dinheiro de seu apartamento em Nova York, na década de 1980.
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