Um olhar sobre a diversidade étnica e de gênero na indústria da música
Livro apresenta dados sobre o assunto para colaborar com o debate sobre diversidade no mercado do entretenimento musical
Qual é o tom da indústria da música quando falamos de racismo e diversidade no Brasil? Qual é a participação de mulheres e afrodescendentes em cargos executivos nas empresas do setor? Essas são algumas perguntas que o autor Leo Feijó procura responder com a obra Diversidade na indústria da música no Brasil (Dialética, 128 pp, R$ 54,90). O primeiro dado exclusivo apresentado mostra que, em 46,4% das organizações da música, a presença de negros é de 0% a 15% em relação ao total de empregados. Em relação aos cargos ao quadro total de funcionários, apenas 26,5% são negros. Em outros países, há pesquisas que indicam o mesmo problema. Nos EUA, um relatório mostra que as posições de liderança ainda favorecem esmagadoramente os homens brancos. Apenas 13,9% dos executivos pertenciam a grupos raciais sub-representados, e 4,2% eram negros. As mulheres representavam 13,9% dessas funções. “O objetivo da publicação é colaborar com o debate sobre diversidade no mercado da música. Há iniciativas importantes, porém a transformação é muito lenta e reflete o racismo estrutural no Brasil. Precisamos analisar casos de outros países e avançar para diretrizes mais ousadas, tanto do ponto de vista étnico como de gênero”, afirma Leo Feijó.
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