A camareira cumpre agora o papel do mordomo
Empregada exemplar num hotel de luxo, a protagonista Molly passa a ser a principal suspeita do assassinato de um dos hóspedes, no romance de estreia da autora americana Nita Prose
Se o mordomo costumava ser o maior suspeito nos antigos livros de mistério e assassinato, e muitas vezes era realmente o culpado, Molly Gray assume esse fardo em A camareira (Intrínseca, 336 pp, R$ 59,90 – Trad.: Julia Sobral Campos). O sucesso do livro, que será adaptado para a TV, foi uma surpresa para a estreante Nita Prose. A autora realmente acertou na criação de uma personagem interessante. Extremamente competente no seu trabalho no hotel de luxo Regency Grand, atividade perfeita para sua mania de limpeza, ela tem dificuldades de relacionamentos com a maioria das pessoas. A morte recente da avó, sua grande guia desde criança, só piorou as coisas. Que ficam mais complicadas quando Molly entra no quarto onde um ricaço está hospedado e encontra seu corpo sem vida. Por causa de seu comportamento social cheio de esquisitices, não compreendidas pelos colegas, ela passa a ser a principal suspeita de ter cometido o crime. E provar que é inocente vai dar trabalho.
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