O poder de uma vingança
Segundo livro da série escrita por Uranio Bonoldi, 'A contrapartida II' lança luz sobre as consequências da vingança e escancara a maldade do ser humano
A vingança sempre esteve presente em diferentes domínios e contextos das relações humanas. Na filosofia, talvez um dos ensaios mais completos sobre a essência da vingança pertence ao alemão Friedrich Nietzsche. Segundo ele, o gatilho do revide é acionado quando o ressentimento, alimentado cadenciadamente pelo ódio e a inveja, é canalizado para uma ação prática para punir o outro. Um novo olhar sobre esse tema está na trama de A contrapartida II – O contra-ataque (Valentina, 200 pp, R$ 59,90), thriller de Uranio Bonoldi. Com a mesma intensidade do primeiro volume, lançado em 2019, esta sequência coloca o leitor diante de situações em que a maldade, motivada pela vingança, desencadeia uma série de acontecimentos que fogem ao controle dos envolvidos na trama. A obra conta a história do menino Tavinho, um jovem que para não frustrar a mãe e honrar a memória do pai, vítima da violência da cidade de São Paulo, opta por cortar caminhos durante sua adolescência. Com a ajuda de sua governanta, Iaúna – nascida em uma tribo indígena já extinta, ele aceita tomar o elixir da sabedoria. No entanto, a decisão para se tornar mais astuto, com raciocínio mais ágil, com uma inteligência acima da média, tem um alto preço: o assassinato de pessoas em série. Nesse segundo volume, o leitor conseguirá preencher as lacunas deixadas em aberto na história contada no primeiro livro.
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