Encontros, desencontros e reencontros
Já lançado na Espanha e França, 'Como poeira ao vento', de Leonardo Padura, é uma obra sobre exílio e dispersão
O dia começa mal para Adela, jovem nova-iorquina de ascendência cubana, quando ela recebe uma ligação de sua mãe, que não está contente com as escolhas que a filha fez de se mudar para Miami e viver com Marcos, um jovem cubano recém-chegado aos EUA. Marcos conta a Adela histórias de sua infância na ilha, em meio ao Clã de amigos de seus pais, e lhe mostra uma foto da última refeição que o grupo teve 25 anos antes, quando ele era criança. Surpreendentemente, Adela descobre alguém familiar entre os rostos. E perde o chão.
Como poeira ao vento (Boitempo, 544 pp, R$ 83 – Trad.: Monica Stahel) é a história desse clã que sobreviveu ao exílio e à dispersão. O que aconteceu aos que partiram e aos que decidiram ficar? Como o tempo os transformou? O magnetismo do sentimento de pertencer e a força do afeto os aproximará novamente? Ou a vida deles agora é apenas poeira ao vento? Num enredo cheio de suspense, encontros, desencontros e reencontros, Leonardo Padura acompanha a trajetória de seus personagens, todos e cada um buscando soluções para as difíceis circunstâncias que se abateram sobre o povo cubano no fim do século XX e no início do século XXI. É a história de uma Cuba e de muitos destinos.
O livro já foi lançado na Espanha e na França, onde tem sido muito bem recebido. Na França, foi um dos indicados ao Prix Médicis Étranger, conceituado prêmio de romances estrangeiros.
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