Além dos buracos negros
Baseados em teorias físicas matematicamente precisas e testadas, autores se debruçam sobre fenômenos da relatividade geral e da mecânica quântica de forma acessível
Em 2019, o mundo ficou atônito diante da revelação de que, pela primeira vez na história, era possível ser vista uma foto de um buraco negro. A imagem meio embaçada, em que um anel alaranjado cerca uma esfera negra, refere-se ao horizonte de eventos – última parte visível para um observador externo antes do buraco em si – do corpo celeste localizado no centro da galáxia M87, distante a mais de 53 milhões de anos-luz da Terra. Mas, afinal de contas, o que são buracos negros e por que esses objetos exercem tanto fascínio sobre os seres humanos? É em torno da tentativa de responder a estas perguntas que gravitam os físicos André Landulfo, George Matsas e Daniel Vanzella em Buracos negros: rompendo os limites da ficção (Editora Unesp, 112 pp, R$ 35). Ao longo de 16 capítulos, divididos em pouco mais de cem páginas, os físicos discorrem sobre as primeiras ideias de gravidade ainda na Grécia Antiga, passando por Isaac Newton até chegar a nomes como Albert Einstein e Stephen Hawking. “Em suma, o leitor será conduzido através de um resumo do épico da busca humana pela compreensão do universo que nos cerca”, explicam os autores
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