A vida na periferia
Escrito pelo pernambucano Israel Pinheiro, 'Um deus que não passeia sobre as águas' apresenta o impacto das transformações culturais, políticas e econômicas da atualidade
Realidade das periferias, sentimentos contraditórios inerentes ao homem, ambição, crítica ao sistema político e pluralidade. Esses são alguns dos elementos que circundam as histórias presentes no livro Um Deus que não passeia sobre as águas (Autografia, 176 pp, R$ 40), de Israel Pinheiro. Ao homenagear as belezas de mares infinitos do Nordeste – principalmente nas regiões de Pernambuco, como Recife e Olinda –, o escritor apresenta seis contos que retratam, sob o prisma do indivíduo, o peso e o impacto das transformações culturais, tecnológicas, políticas e econômicas da atualidade. Nesta obra, Pinheiro constrói a vida periférica e, particularmente, os sentimentos daqueles que nela habitam. Nos contos não há presença de uma humanidade idealizada, os bons e os maus habitam o mesmo lugar. Todas as histórias também mostram a realidade de sentimentos egoístas e imoralidade, além de apresentar um olhar refinado para expressar as pequenas sutilezas da alma humana.
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