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O papel social da mulher

29 de abril de 2021
1 min de leitura

Publicado pela Bazar do Tempo, ‘A invenção das mulheres’ apresenta uma crítica da tradição ocidental que alterou o modo como os estudos de gênero se articulam

Marco referencial no campo dos estudos de gênero, A invenção das mulheres (Bazar do Tempo, 324 pp, R$ 69,90 – Trad.: Wanderson Flor do Nascimento), da socióloga nigeriana Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí oferece uma nova maneira de compreender o papel social da mulher a partir de referências africanas, especificamente da cultura iorubá. A pesquisa, resultado de sua tese de doutorado, revela como a ideologia do determinismo biológico está no cerne das categorias sociais ocidentais – a ideia de que a biologia fornece a base lógica para organizar o mundo social. Em oposição, a autora mostra como conceitos baseados no corpo não eram centrais na organização das sociedades iorubás antes da colonização. Dessa maneira, sua análise destaca a natureza contraditória de dois pressupostos fundamentais da teoria feminista: que o gênero é socialmente construído e que a subordinação das mulheres é universal. Na recuperação dos conceitos africanos, apagados pela experiência colonial, A invenção das mulheres apresenta uma crítica da tradição ocidental que alterou o modo como os estudos de gênero se articulam, expandindo significativamente o seu campo de análise.

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Talita Facchini

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