Pessoas comuns
‘Daqui até o Mar Amarelo e outros contos’ apresenta 11 histórias que falam sobre crueldade, amor, solidão e amizade enquanto apresenta ao leitor a realidade crua dos relacionamentos humanos
Um guarda-florestal salta de um arco de 200 metros de altura. Um artista tenta construir sua obra-prima em um castelo. Uma professora procura o filho desaparecido seguindo rastros de um estêncil manchado de tinta. Um jovem e seu ex-técnico de futebol americano viajam para sequestrar uma garota. Os personagens de Daqui até o Mar Amarelo e outros contos (Intrínseca, 304 pp, R$ 54,90 – Trad.: Alexandre Raposo) são pessoas comuns, mas a narrativa de suas jornadas nada usuais se aprofunda nas incertezas da existência humana, sem, no entanto, tentar desvendá-la. Em uma viagem por 11 histórias que visitam lugares e realidades às vezes muito distantes, o leitor é apresentado a uma miríade de experiências universais: memória e desejo, saudade e perda, um mergulho na realidade crua dos relacionamentos humanos. O escritor americano Nic Pizzolatto explora os limites tênues entre o bem e o mal, o certo e o errado, enquanto seus personagens tentam transpor os abismos entre eles e os outros, entre o passado e o presente e, às vezes, os abismos ainda maiores que os separam de si mesmos.
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