Da origem da vida ao futuro da espécie humana
Livro conta a história de Jennifer Doudna vencedora do Nobel de Química de 2020 que descobriu uma ferramenta capaz de editar a estrutura do DNA
Quando Jennifer Doudna ainda cursava a sexta série, encontrou em sua cama um exemplar de A dupla hélice, de James Watson, deixado por seu pai. Avançando pelas páginas, ela ficou fascinada com os bastidores da competição científica e pela descoberta dos tijolinhos que constroem a vida. Observando o modo com que as bactérias combatem os vírus, ela e sua equipe descobriram algo capaz de transformar a vida humana: uma ferramenta de manuseio simples capaz de editar a estrutura do DNA. O CRISPR, como foi batizada, abriu um novo mundo de milagres da medicina e levantou delicadas questões éticas. O uso da ferramenta e a corrida para o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19 estão acelerando a transição para essa nova era de inovações biológicas. Tendo capitaneado as importantes descobertas que levaram ao CRISPR, Doudna e sua parceira de pesquisa Emmanuelle Charpentier ganharam o Nobel de Química em 2020. Sua trajetória é contada pelo biógrafo Walter Isaacson na obra A decodificadora (Intrínseca, 576 pp, R$ 79,90 – Trad.: Rogério W. Galindo e Rosiane Correia de Freitas). Uma história de detetive que envolve as mais complexas maravilhas da natureza, indo das origens da vida ao futuro da nossa espécie.
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