A história do mundo contada através da Catedral de Notre-Dame
Livro parte da tragédia de 2019 – quando a catedral foi atingida por um incêndio – para traçar uma investigação acerca do seu surgimento das inúmeras mudanças pelas quais passou
O ano de 2019 foi marcado pelas imagens da catedral mais famosa do mundo em chamas. Cenas tão intensas que provocaram uma sensação de perda até entre não religiosos. O colapso do pináculo, testemunhado por milhares de pessoas, sinalizou o fim de uma obra-prima da arquitetura que se tornou um ícone de Paris. Para Agnès Poirier, o ocorrido foi mais do que um incêndio em um ponto turístico, pois abalou certezas. Afinal, se um monumento que sobreviveu às guerras e invasões por quase um milênio podia desabar de uma hora para a outra, o que isso nos diz sobre a história da humanidade? Será que a fraternidade, a liberdade e a igualdade também não poderiam ser consumidas pelo fogo? Em Notre-Dame: A alma da França (DBA, 240 pp, R$ 79,90 – Trad.: Ana Guadalupe), a tragédia de 2019 é ponto de partida para uma investigação acerca do surgimento da catedral e das inúmeras mudanças pelas quais passou, dissolvendo a ideia de que Notre-Dame sempre existiu daquela maneira. Pelo contrário, ao longo de séculos sofreu ataques, destruições, reformas e ampliações. Aliando uma escrita que mescla o jornalismo literário à pesquisa acadêmica, Poirier convida o leitor para um percurso de 850 anos na história da catedral que sempre foi muito mais do que apenas um espaço litúrgico.
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