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Na Justiça, Culturama pede falência da Saraiva

14 de janeiro de 2021
3 min de leitura
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Varejista diz que se for demandada a arcar com os R$ 224 mil reclamados pela editora, o pagamento não afetará a solvência da empresa

Na última segunda-feira (11), o Diário de Justiça do Estado de São Paulo trouxe a informação de que a Culturama, editora de Caxias do Sul (RS) especializada na publicação de franquias infantis e casa oficial dos quadrinhos da Disney no Brasil, requereu a falência da Saraiva. O valor da ação é de R$ 224.058,11. O caso foi distribuído para o juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, o mesmo que conduz o pedido de recuperação judicial da Saraiva na 2ª Vara de Falências da capital paulista.

Como é de praxe, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) solicitou esclarecimentos à varejista. Em resposta, a Saraiva disse que o pedido se origina de protestos de títulos procedidos pela Culturama. Disse ainda que, tendo por base as informações que obteve na petição inicial apresentada pela editora, poderá arcar com o pagamento da demanda sem que isso afete a solvência da empresa.

Fabio Hoffmann, diretor da Culturama, disse ao PublishNews que reiteradas vezes tentou contato com a Saraiva, sem sucesso. “Nunca tivemos um canal de comunicação aberto e de fácil acesso, tampouco recebemos um posicionamento claro sobre os pagamentos. Por conta disso, decidimos buscar uma solução na Justiça”, informou. “Devido à situação em que se encontra, a Saraiva poderia atender melhor os fornecedores, definir prazos de pagamento e cumpri-los. Entendemos a questão da pandemia e até outros problemas que aconteceram. Tivemos casos semelhantes aqui na empresa, porém todos entraram em contato, fizeram acordos e negociaram os pagamento, o que, infelizmente, não ocorreu por parte da Saraiva”, completou.

A Saraiva está em recuperação judicial desde 2018. Em abril 2020, foi à Justiça pedir para alterar o seu plano de recuperação judicial aprovado pelos credores em agosto de 2019. A proposta é dividir a sua operação em três unidades produtivas isoladas (UPI) — uma somente com lojas físicas, outra que contém o e-commerce e uma terceira mista, que reuniria um conjunto de lojas físicas mais a virtual — e vender uma delas com o objetivo de saldar dívidas e gerar caixa. A primeira assembleia de credores para aprovar esse novo plano foi convocada para 1º setembro de 2020, mas não teve quórum. Uma segunda chamada foi realizada no dia 9 do mesmo mês, mas foi suspensa três vezes. Agora a nova data para que os credores possam apreciar e aprovar ou não o plano está marcada para o próximo dia 26.

O PN também procurou a Saraiva, mas até o fechamento desta edição, não obteve resposta.

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