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As marcas de Armando Freitas Filho

11 de dezembro de 2020
1 min de leitura

‘Arremate’ marca os 80 anos um dos principais poetas brasileiros em atividade

Armando Freitas Filho chega aos 80 anos com um livro que lida, diretamente, com o momento presente. Os poemas visitam temas conhecidos a seus leitores — como a casa, o Rio de Janeiro, sua paixão por Carlos Drummond de Andrade e Van Gogh —, mas também respondem ao noticiário, em versos afiados sobre política, violência e brutalidade policial. As marcas do tempo estão entranhadas nos poemas de Arremate (Companhia das Letras, 312 pp, R$ 89,90), que refletem sobre a maturidade. O ofício da escrita surge como um dos eixos centrais do livro. O poema Trifásico joga luz sobre os bastidores do poeta: ele primeiro escreve à mão, depois passa para a máquina e, por fim, o poema surge, já limpo, na tela do computador. Em Caderno, Armando Freitas Filho sintetiza, com maestria, sua poética: “A memória é feita do papel fino que separa uma página da outra”.

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Talita Facchini

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