Como ampliar (e empoderar) a audiência na indústria da atenção
Quarta mesa do InterLivro acontece logo mais, às 15h, reunindo Ricardo Perez, líder de gestão de livros na Amazon Brasil, e Cindy Leopoldo, colunista do PN e editora da Globo Livros
Em recente artigo escrito em sua coluna no PublishNews, a editora Cindy Leopoldo fez uma profunda reflexão sobre a atuação da indústria editorial quando o assunto é fazer crescer a sua audiência. Ela conclui: “não estamos sabendo lidar com nossos concorrentes na indústria da atenção (…) Pensamos bastante em aquisição de conteúdo, mas nem tanto em aquisição de leitores”. O texto inspirou a quarta mesa do InterLivro que acontece logo mais, às 15h, na plataforma da Bienal Virtual de São Paulo. A própria Cindy conduzirá uma entrevista com Ricardo Perez, líder de gestão de livros na Amazon Brasil. Juntos, eles falarão sobre os desafios e estratégias para fazer a base de consumidores de livros crescer no Brasil. Antes de assumir a parte de livros na Amazon, Ricardo liderou a transformação digital da Sky e foi diretor de planejamento, vendas e marketing da Editora Globo e do Valor Econômico. Acumula ainda experiências à frente do marketing de empresas como Vivo, Grupo Abril e Total Express.
Por que a diversidade é importante?
Na tarde desta quarta-feira (09), o tema do InterLivro foi a diversidade. Felipe Brandão, gerente de novos projetos da Planeta; Fernando Baldraia, editor de diversidade do Grupo Companhia das Letras, e Maria Helena Chenque, especialista em acessibilidade da Ateliê da Escrita participaram do encontro que teve a mediação de Leonardo Neto, editor do PublishNews.
A apresentação da escritora anglo-nigeriana Bernardine Evaristo na última edição da Feira do Livro de Frankfurt norteou a conversa. Para uma plateia de editores, Bernardine cobrou que eles mudassem a demografia de suas forças de trabalho para abraçar profissionais de todas as cores e tipos e que editassem livros para todos os tipos de pessoas.
Baldraia teve a oportunidade de falar um pouco sobre o mapeamento da mão-de-obra empregada pelo Grupo Companhia das Letras e pontuar ações que a empresa tem feito para ampliar a diversidade tanto no seu catálogo quanto na sua força de trabalho. Felipe Brandão ressaltou a importância que os livros de temática LGBTQIA+ alcançaram dentro da Planeta no Brasil e Maria Helena falou dos desafios enfrentados pela comunidade de leitores cegos e de baixa visão no Brasil, desde o acesso ao livro até da falta de escritores cegos nos catálogos de grande editoras.
A mesa contou ainda com a participação de Vagner Amaro, editor da Malê, e de Nicolle Mahier, coordenadora comercial da Editora Jandaíra. Eles enviaram depoimentos potentes em que falam sobre os desafios de ser um editor negro e uma profissional trans no mercado editorial brasileiro. O vídeo do Vagner pode ser assistido &t=59s” target=”_blank”>clicando aqui e o da Nicolle, &t=9s” target=”_blank”>aqui.
O vídeo com a mesa está disponível na plataforma da Bienal Virtual.
A edição 2020 do InterLivro só foi possível graças aos seus apoiadores: Ateliê da Escrita, editora do grupo ED5 especializada em publicações acessíveis; Metabooks, uma marca MVB; Posigraf, gráfica do Grupo Positivo, e Câmara Brasileira do Livro (CBL), realizadora da Bienal Virtual do Livro de São Paulo.
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