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O clube de assinatura de livros digitais com 23 milhões de assinantes

13 de outubro de 2020
3 min de leitura
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Podcast do PublishNews desta semana conversou com Rafael Lunes, sócio-fundador do Skeelo, startup de distribuição de livros digitais

Fazer com que mais pessoas tenham acesso aos livros digitais ainda é um desafio no Brasil. Pensando em ideias para resolver esse problema, surgiu a startup de livros digitais, Skeelo e o Podcast do PublishNews conversou com Rafael Lunes, sócio-fundador da startup para explicar como tudo funciona.

Começando pelo nome, Lunes explica que os sócios queriam algo criativo e que fosse versátil e flexível. “Sempre quisemos fazer uma brincadeira com o nome associando a algum bicho simpático, que tivesse muitos atributos interessantes para a nossa operação, que fosse rápido, inteligente, flexível e planejado […] E a parte do skill tem uma puxada do inglês, que significa habilidade e conhecimento”, explicou.

O Skeelo foi criado no final de 2018 e procurou desde o início usar as redes de telecomunicação para distribuir os livros digitais. As editoras também têm um grande papel na atuação da startup. “Quando falamos do mercado editorial, precisamos conhecer quem são, realmente, os 10%, 15% das grandes editoras que fazem o grande volume acontecer no Brasil, em termos de venda e de tiragem”, contou Lunes, explicando ainda que as listas dos mais vendidos foram um parâmetro para chamar as editoras a participar da iniciativa. “E tivemos a adesão, num primeiro momento, de três grandes players: a Companhia das Letras, Globo Livros e a Planeta, e a partir daí começamos a procurar as outras editoras”.

A inspiração do Skeelo veio dos clubes de livros físicos: a curadoria, escolha dos títulos e o cuidado com as obras enviadas aos clientes. Já as recomendações vêm do que está vendendo mais no mercado de livros físicos. “A gente consegue saber através do PublishNews ou através dos 100 mais vendidos da Amazon quais são os livros que estão fazendo sucesso no formato tradicional e assim pensar como a gente alavanca esses livros, numa outra ordem de grandeza […] para dentro do Skeelo”. A startup possui cerca pouco mais de mil títulos, mas todos com uma boa história de venda. Essas obras são recomendadas aos usuários e eles têm 30 dias para realizar uma troca caso não gostem do que foi recomendado.

Sobre o modelo de negócio da startup, Lunes explica que o trabalho começa pelo canal de distribuição e que atualmente trabalham com grandes prestadores de serviço como bancos e operadoras de telecomunicação que procuram novos benefícios para os seus usuários e é aí que o Skeelo entra.

Na quarentena, a plataforma teve um bom desempenho. Lunes conta que o Skeelo teve um aumento de 275% no consumo de livros dentro do seu acervo. Quanto aos gêneros, autoajuda sai na frente com cerca de 50% do consumo e em setembro, a startup começou a apostar nos audiolivros pensando em atingir uma massa consumidora maior e já conseguiu até uma parceria com o Sem Parar. “Nós temos 23 milhões de clientes que são elegíveis a resgatar livros digitais no Skeelo e a gente tem entre 4% a 5% – desses 23 milhões – que são assíduos mensais”, revela Lunes.

Na conversa, Rafael falou também sobre como vê a pesquisa Retratos da Leitura, explicou detalhadamente as parcerias do Skeelo com as prestadoras de serviço, falou sobre o plano de formar uma nova massa consumidora de livros e sobre os outros planos para a empresa.

Indicações:

Feira de Frankfurt
The boys in the band – Netflix
Emily in Paris – Netflix
O poder do hábito – Companhia das Letras
O ódio que você semeia – Telecine Play
Meus tempos de ansiedade – Companhia das Letras

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