O jogo dos mestres
‘O jogo das contas de vidro’, de Hermann Hesse, publicado em 1943, ganha nova edição pela Record
A ação de O jogo das contas de vidro (Record, 504 pp, R$ 69,90 – Trad.: Lavinia Abranches Viotti e Flávio Vieira de Souza), livro de Hermann Hesse publicado originalmente em 1943, se passa em 2200, na comunidade utópica de sábios reunidos na Castália, na qual intelectuais dedicados à música, à astronomia, à matemática se deleitam na prática de uma atividade lúdica complexa e requintada, último avatar de uma cultura. Os jogadores procuravam criar uma linguagem secreta, universal, que exprimisse como uma álgebra simbólica a quintessência do conhecimento, à maneira dos sonhos dos antigos sábios. Segundo estudiosos da obra de Hesse, o herói José Servo e sua autobiografia fictícia representam a vida que o autor teria almejado. Ele tem a missão de ensinar aos monges beneditinos o jogo das contas de vidro, pois a ordem laica que representa deveria estabelecer relações com a ordem religiosa dirigida por padre Jacobus, um historiador. Por intermédio dele, Servo, atuando como magister ludi (mestre do jogo), descobre o valor da história, questiona seu universo e rebela-se.
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