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A inutilidade de ser útil

28 de agosto de 2020
1 min de leitura

Publicado pela Biruta, livro conta a história de uma menina que quando crescer quer ser 'inútil'

“Me chamo Sofia. Tenho 11 anos e meio e, quando crescer, quero ser inútil.” Assim começa um relato inocente e profundo de uma menina que adora a praia no inverno, que prefere Mozart ou Kandinsky à matemática e que não pode suportar que o pai lhe diga que algum dia terá de “ganhar a vida”. Em A praia dos inúteis (Biruta, 88 pp, R$ 49,50 – Trad.: Maria João Moreno | Ilustração: Bea Enríquez), de Alex Nogués, Sofia decide escrever sobre sua decisão para poder colocar as ideias em ordem e poder se explicar melhor para os adultos. No decorrer da história, a menina – que se mudou recentemente para um vilarejo “no fim do mundo” – conta tudo o que deixou para trás, as coisas que gosta, o que a deixa triste e por que decidiu ser inútil. A praia dos inúteis é uma reflexão sobre a vida e a riqueza dos detalhes, da forma de viver e conviver uns com os outros.

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Talita Facchini

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