Superstição e poder
Publicado pela Edipro, livro do historiador francês Marc Bloch faz uma analogia entre os reis e as crenças populares da Idade Média
Lançado em 1924, Os reis taumaturgos (Edipro, 496 pp, R$ 87 – Trad.: Laurent de Saes) aborda a história medieval por uma óptica inovadora: a crença, à época, de que os reis poderiam curar doentes, sobretudo, os escrofulosos, pelo toque de suas mãos, como por milagre. Dessa forma, Marc Bloch relacionou a superstição popular ao poder absolutista de monarcas franceses e ingleses. A obra abrange todo o período da Idade Média, partindo das origens da crença no poder mágico dos reis. Desse ponto de vista, Bloch pôde analisar como esse pensamento particular das populações da França e da Inglaterra alimentou o poder régio até o seu desaparecimento, quando começaram a se formar os estados modernos. O livro apresenta notas do autor e ilustrações originais.
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