Um retrato da sociedade amazônica
‘Boca do Amazonas’ analisa o romance de Dalcídio Jurandir, ‘Ciclo do extremo norte’, que representa a desigualdade social e exclusão inerentes à sociedade amazonense
Alvo de constantes ameaças e, muitas vezes, esquecida pela história e cultura brasileiras, a Amazônia carece de representações da sua realidade sob a perspectiva dos seus habitantes. Boca do Amazonas (Edições Sesc, 352 pp, R$ 88) apresenta um panorama da história da Amazônia e analisa o romance de formação Ciclo do extremo Norte, do escritor Dalcídio Jurandir, obra que representa a desigualdade social e exclusão inerentes à sociedade amazonense. Willi Bolle resgata a obra deste importante e desconhecido autor e ressalta a contribuição de Dalcídio Jurandir para o conhecimento local por meio da descrição da cultura cotidiana dos que vivem na periferia da sociedade, da defesa enfática de uma educação de qualidade também para os pobres e da importância dada ao modo de falar dos habitantes da Amazônia, muito bem captado pelo autor e que constitui um documento da memória cultural da região.
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