Segunda instância confirma decisão que permite editores recolher livros consignados à Saraiva
A devolução dos exemplares começou na última terça-feira e deverá ser paulatina, sendo concluída em até oito semanas
A Saraiva recorreu da decisão do juiz de primeira instância que permitiu a 21 editores fazerem a recolha de 50% dos exemplares consignados e depositados no centro de distribuição e nas lojas da varejista. No entanto, na segunda instância, o desembargador Cesar Ciampolini Neto confirmou a decisão anterior e estabeleceu um cronograma para a retirada dos volumes.
O magistrado autorizou que editores recolhessem 200 mil exemplares na última terça-feira (12) e que as outras mais de 900 mil cópias sejam retiradas paulatinamente das dependências da Saraiva a partir do próximo dia 18.
Ao longo de oito semanas, sempre às segundas-feiras, a empresa que está em recuperação judicial deverá devolver de 50 mil a 60 mil exemplares. A logística ficará ao cargo das editoras.
Entre as editoras que solicitaram a devolução estão grandes casas como Moderna, Companhia das Letras, Sextante, Planeta, Melhoramentos, Ediouro e Globo. As 21 editoras estão arroladas na lista de credores consolidada da Saraiva e os créditos somados de todas elas perfazem R$ 138 milhões.
Ainda falando em números, o que as 21 editoras pedem é a devolução de mais de um milhão de exemplares: 621 mil cópias que estão nas lojas e outros 391 mil que estão no centro de distribuição (CD) da Saraiva em Cajamar, na Grande São Paulo.
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