A história da Medicina e da Ciência
A partir da história de dez drogas, o autor Thomas Hager coloca em perspectiva séculos de avanços científicos e conta curiosidades sobre as substâncias que são parte de nossa vida
O uso de fármacos é um dos pilares da medicina. As drogas são produtos importantes não só pelos fins terapêuticos, mas também simbólicos e, evidentemente, econômicos. Por trás do surgimento de cada remédio há uma história e também uma combinação de fatores: novas tecnologias, mudanças geopolíticas, questões culturais, sorte. Thomas Hager parte do ópio, a “planta da alegria” usada pela primeira vez há 10 mil anos, para narrar o impacto que dez drogas exerceram — e seguem exercendo — no mundo. Assim, o leitor acompanha de perto a descoberta das vacinas, e como elas eliminaram a mais letal doença que já atingiu a humanidade (a varíola), passando também pelo primeiro remédio para sífilis, que causou uma verdadeira revolução nos costumes da época, e pelo desenvolvimento dos antipsicóticos, que esvaziaram hospitais psiquiátricos e transformaram nosso entendimento sobre a mente humana. A partir de Dez drogas (Todavia, 336 pp, R$ 69,90 – Trad.: Antonio Xerxenesky), o premiado autor coloca em perspectiva séculos de avanços científicos, ao mesmo tempo que conta uma história recheada de curiosidades sobre as substâncias que são parte de nossa vida.
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