Apanhadão: Prejuízo no setor cultural pode ser de R$ 43,5 milhões só em SP
E mais: Jornais analisam o mercado editorial diante da pandemia do novo coronavírus e indicam livros para ler na quarentena
Como medida de contenção à pandemia do coronavírus, toda a programação cultural foi suspensa em São Paulo e Rio pelos governos estaduais e municipais. Ao Valor, o secretário de Cultura e Economia Criativa de São Paulo, Sérgio Sá Leitão, disse que o prejuízo estimado ao setor poderá ser de R$ 43,5 milhões só no estado de São Paulo. “Tirando as áreas da cultura menos afetadas, como games, streaming e televisão, avaliamos um impacto de 1,7% do PIB do Estado de São Paulo”, disse Sá Leitão ao jornal. Com a previsão, um pacote de medidas está sendo estudado pelo governo, que deverá incluir desoneração fiscal e linhas de crédito.
Na última semana, a redação do PublishNews correu atrás de livrarias e editoras para saber como o coronavírus está afetando o mercado editorial, quais as visões deles sobre esse novo momento e que atitudes estão tomando para driblar a situação. O episódio foi ao ar na última sexta e no final de semana, Estadão e Folha também fizeram matérias semelhantes. O Estadão destacou a aposta na venda on-line e a Folha, no Painel das Letras, falou em uma retração “muito pior do que aquela causada com a crise das duas maiores redes de livrarias do país”. Ainda na coluna, destaque para a Âyiné, que iniciou uma campanha de ajuda às pequenas livrarias: do que for comercializado na venda direta de seu site, 35% irão para uma livraria independente.
A Folha também aproveitou o momento de isolamento social para indicar livros que levam o leitor a lugares imaginários, porque “às vezes é preciso recorrer à fantasia para dar conta do real”. Na lista estão livros como O Silmarillon (HarperCollins), de J.R.R. Tolkien, Harry Potter (Rocco), de JK Rowling, A história verdadeira (Ateliê Editorial), de Luciano Samósata, O castelo (Companhia das Letras) e Alice no país das maravilhas (DarkSide), de Lewis Carroll.
Além dos livros que levam à lugares fantásticos, o jornal também indicou 10 livros para ler na quarentena. A seleção é encabeçada pelo livro Afetos ferozes (Todavia), de Vivian Gornick. Para conferir a lista completa é só clicar aqui.
Na coluna da Babel, destaque para a Planeta que, em maio, trará o selo Paidós para o Brasil. Em 2003, a editora foi adquirida pelo Grupo Planeta e hoje, aos 75 anos, passará a lançar livros também em português. Segundo a coluna, a ideia é apresentar e discutir temas de ciências humanas para o público geral. Entre os autores já contratados estão Christian Dunker, Claudio Thebas, Dra. Anahy D’Amico, Alexandre Coimbra, Jairo Bouer e Daniel Siegel.
E a Revista Pessoa é a nova parceira do LCB diplomatique, portal de notícias alternativo sediado na Alemanha, projeto do LCB, sigla em alemão para Colóquio de Literatura Berlim. Na parceria, a editora-chefe da Pessoa, Mirna Queiroz, irá indicar autores de países de língua portuguesa para escreverem um texto curto se posicionando sobre alguma questão atual em seus países.
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