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O papel da arte

18 de março de 2020
1 min de leitura

Em ‘Vamos comprar um poeta’ as famílias têm artistas em vez de animais de estimação

Numa sociedade dominada pelo materialismo, as famílias têm artistas em vez de animais de estimação. É nesse cenário, onde cada espaço tem um patrocinador, cada passo é medido com exatidão, e até a troca dos afetos é contabilizada, que uma menina pede um poeta ao pai. Com humor e leveza, Afonso Cruz conduz, em Vamos comprar um poeta (Dublinense, 96 pp, R$ 39,90), uma narrativa para fazer pensar sobre o utilitarismo e o papel da arte em um mundo onde tudo precisa ser mensurado. Um título único e perspicaz onde o autor não se abstém dos conflitos, mas os enfrenta por uma via irônica.

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Talita Facchini

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