A guerra às drogas
Em romance publicado pela HarperCollins, Don Winslow conta a história de Art Keller, um homem que dedicou a sua vida a combater o chefe de um cartel e sofre as consequências disso
Por mais de 40 anos, Art Keller esteve na linha de frente de um dos mais longos conflitos dos EUA: a guerra contra as drogas. Sua obsessão em derrotar um dos maiores chefes do crime do mundo — Adán Barrera, o padrinho do cartel de Sinaloa — o deixou ferido, custou a ele as pessoas que amava e destruiu um pedaço de sua alma. Agora, ocupando uma elevada posição no órgão antidrogas americano, Keller descobre que, ao destruir um monstro, acabou criando outros, determinados a trazer ainda mais caos e sofrimento ao seu país. O legado de Barrera é uma epidemia de heroína por todo os EUA. Jogando-se de cabeça nesse abismo para impedir ainda mais mortes, Keller se vê cercado de inimigos: pessoas que querem matá-lo, políticos que querem destruí-lo e algo que antes era considerado inimaginável — uma nova administração que trabalha ao lado dos mesmos traficantes que Keller tenta derrubar. Essa é a história por trás de A fronteira (HarperCollins, 784 pp, R$ 79,90 – Trad.: Alice Klesk), livro de Don Winslow, que faz uma forte crítica à política de combate às drogas nos Estados Unidos. Os direitos para audiovisual foram comprados pela FX para virar série de televisão.
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