O Rio moderno dos anos 1920
Em seu novo livro, Ruy Castro faz uma reconstituição histórica dos anos loucos cariocas, entrelaçando eventos políticos e culturais à trajetória dos personagens que fizeram e mudaram a história
Em 1918, enquanto o mundo assistia ao fim da Primeira Guerra Mundial, uma nova epidemia dizimava dezenas de milhares de pessoas. Com o Rio de Janeiro não foi diferente. Cerca de 600 mil pessoas – mais da metade da população – contraiu a gripe espanhola, e o pânico tomou conta da cidade. Não à toa, no ano seguinte, aqueles que sobreviveram foram às ruas celebrar o maior Carnaval que o Rio vira até então. Contudo, engana-se quem pensa que a agitação se restringiu aos dias de festa. Pelo contrário, ela daria o tom de toda a década que estava por vir. Em Metrópole à beira-mar (Companhia das Letras, 528 pp, R$ 79,90), Ruy Castro transporta o leitor para essa atmosfera fervilhante e faz uma reconstituição de tudo que aconteceu entre o Carnaval de 1919 e a Revolução de 30. Fazem parte dessa narrativa tanto as figuras que resistiram ao tempo como aquelas que foram esquecidas.
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