Apanhadão: ‘O sol na cabeça’, na França
E mais: O poder dos audiolivros, a homenagem do estadão à Fernanda Montenegro e o projeto de lei chamado 'Cultura sem censura'
Na última semana, Beatriz Alves, gerente de vendas internacionais da HarperCollins Publishers e dona do podcast As Desqualificadas – junto com Camila Cabete – escreveu um artigo para a Folha falando sobre os audiolivros, mídia digital que cresce mais rapidamente no mundo literário – pelo menos nos Estados Unidos. “Vamos ter que aprender a navegar com sabedoria nesse mundo que tem mais conteúdo do que podemos consumir em três vidas. […] Você vai ver, logo logo estará partindo para 12 horas de audiolivro e, no fim do mês, vai estar totalmente entregue ao vício”, disse.
A obra O sol na cabeça (Companhia das Letras), de Geovani Martins, é o livro de estreia do autor e já foi lançado em 10 países. Agora, a obra ganhou a França e será lançado pela editora Gallimard com o nome Le soleil sur ma tête. Para falar mais sobre esse fenômeno, Geovani conversou com a RFI e dentre outras coisas, disse que “não podia imaginar” o sucesso de seu livro.
Na última sexta (18), Ignácio de Loyola Brandão tomou posse na Academia Brasileira de letras (ABL) e passou a ocupar a cadeira 11 cujo patrono é Fagundes Varela e que teve como fundador Lucio de Mendonça. Brandão substitui o sociólogo Hélio Jaguaribe, que morreu em 2018. Em seu discurso ele relembrou momentos da infância, prestou homenagens aos pais e fez várias menções ao momento político brasileiro. “Eu espero que a Academia expanda minha voz, porque a gente vive um momento muito complicado, um momento em que sombras estão se adensando”, afirmou.
Em homenagem à Fernanda Montenegro, que completou seus 90 anos no último dia 16, o Estadão foi à Estação da Luz, em São Paulo, para reproduzir a cena inicial de Central do Brasil. Em vez de cartas para familiares distantes, amores perdidos ou desafetos, as pessoas foram convidadas a ditar uma carta para a atriz. Os depoimentos você confere na matéria completa.
Os 31 deputados federais do PSB apresentam também no dia 16, um projeto de lei para impedir que quaisquer ações de fomento à cultura sejam norteadas por critérios ideológicos. Segundo a Época, o texto, elaborado pelo gabinete do deputado Alessandro Molon, não mexe na Lei Rouanet, mas a complementa, dizendo que recursos investidos por meio da lei não devem ser distribuídos por “considerações de natureza política, ideológica, religiosa, de gênero, orientação sexual, raça, cor, etnia ou procedência nacional”. A proposta de lei está sendo chamada de “Cultura sem censura”.
No Painel das Letras, destaque para a obra de Janot, Nada menos que tudo (Planeta), que passou de mão em mão e se transformou em viral no WhatsApp. É que um PDF da obra viajou de tela em tela e a suspeita é que o PDF tenha sido criado a partir do ebook vendido na Amazon para o Kindle, já que nas últimas páginas há links que direcionam o leitor para a compra de outros livros digitais na plataforma.
No prelo das editoras, a Todavia lança no primeiro semestre de 2020 a obra Capitalismo, Alone, de Branko Milanovic, economista sérvio-americano; e a editora portuguesa Monade publica em novembro Designed Future, com seleção de textos do arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
