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Michel Houellebecq no Cândido

06 de agosto de 2019
2 min de leitura
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Um dos franceses mais traduzidos da atualidade é tema do jornal da Biblioteca Pública do Paraná

Urgência e polêmica são dois elementos que podem ajudar a explicar o sucesso de Michel Houellebecq, o autor francês mais lido da atualidade. “Urgência” porque seus livros tratam de temas atualíssimos, como imigração, desemprego, depressão, vício em medicamentos, clonagem, terrorismo, turismo sexual, etc. Já a “polêmica” fica por conta das provocações distribuídas pelo escritor ao longo de sua obra e que muitas vezes acabam por ferir suscetibilidades (“misógino” e “xenófobo” são adjetivos bastante usados por seus detratores). Essas duas características levaram o autor à capa da edição de agosto do jornal Cândido, publicado mensalmente pela Biblioteca Pública do Paraná. No texto principal do periódico, o escritor e jornalista Paulo Polzonoff Jr. destaca um terceiro elemento da personalidade de Houellebecq: o humor. Para ele, o francês é um palhaço, mas não daqueles escrachados. Sua capacidade de fazer rir está nos detalhes. “Um adjetivo aqui, uma metáfora quase que nonsense lá, um aforismo acolá e, às vezes, uma sentença irresponsável quando menos se espera”, explica Polzonoff. O Cândido é distribuído fisicamente em espaços culturais de Curitiba e pode ser acessado digitalmente clicando aqui.

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